Corpo, desejo e arte

A medicina se erigiu como uma especialização da arte do corpo.

Fazer o corpo funcionar. Restabelecê-lo. Corrigir o corpo, se necessário.

A psicanálise, por seu turno, centrou-se na arte do desejo.

Todo seu desenvolvimento são como que galhos partindo desse único tronco (O sonho, o lapso, a recusa, o ódio, o amor…)

O teatro, finalmente, é o guardião da arte do falso.

Ele coloca permanentemente a pergunta: “o que é o humano?”. E a responde… atuando.

***

Parte do respeito que inspiram provém do reconhecimento de que algo do que está sendo dito ali, tem a ver comigo.

Eu sou o meu corpo, e não o controlo totalmente.

Eu sou meu desejo, e pouco posso diante dele.

Eu sou também uma espécie de ator de mim mesmo.

***

Os praticantes dessas três artes mantém uma espécie de reverência entre si. Eles se tratam com respeito, e, mais ainda, tratam sua arte como se fosse algo…sagrado.

Eles não falam disso pras pessoas. Nem entre si. Eles pressentem que, ali, há algo maior.

E eles tem razão. Saber sobre o que eles sabem os coloca a um passo além do humano.

Porque o que é o humano, senão corpo, desejo e …arte?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s