Eu preciso dizer que te amo – CAZUZA

cazuza

Mais uma do Cazuza. Não sei porque, mas algumas músicas dele, essa em especial, tem um gosto meio de juventude para mim; e isso é muito bom, especialmente quando a gente vai ficando mais velho… porque é como se a gente brincasse de ser jovem de novo. E a música nos permite sentir isso; viver isso.

Deleuze tem um conceito muito bom para pensar isso, que é o ‘devir’ – devir ‘alguma coisa’ (devir juventude, no caso) como uma espécie de brincadeira ou vizinhança, ou mesmo bagunça no ser, transitar entre alguns espaços internos e de repente descobrir algo novo em-si.

 

Ao mesmo tempo lembro de cenas que realmente vivi na juventude, e fico imaginando se Cazuza falava sério na sua música ou se – o que é mais provável – estava só brincando de brincar de ser jovem.

 

Enfim, tudo isso é audível na música; a leveza, a seriedade, a experiência vivida para além daquilo que a gente sabe, entende, pensa; juventude, como a pele, não é algo profundo, mas isso… por profundidade, como dizia Nietzsche. Bom, chega de filosofia. Segue a minha versão dessa música, ainda um pouco tateante, e depois uma linda versão de Cazuza com Bebel Gilberto. Enjoy!

 

https://drive.google.com/open?id=1i-4sHYcUMvnnqmqCF06k3e6uqriBv0Zj

(clique no link para ouvir)

 

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