Adélia Prado no Roda Viva, 1994

adelia prado

 

Bela entrevista com Adélia Prado. O tipo de vida do artista e o tipo de vida do lógico, do teórico – daquele que é estéril – ou quase isso – na criação. A dualidade que Nietzsche quis fundamentar na filosofia.

 

******

 

(Fiquei tão empolgado com a entrevista que escrevi até um poema 🙂

 

O salto de fé

 

O artista, como o religioso

é tomado de assalto pelo lógico lazarento

que lhe enche de perguntas

querendo extrair-lhe o suco

 

são dois mundos diferentes,

entretanto,

as razões do lógico

e o artista com sua esperança

 

O artista tudo encontra

sem nada procurar

ele está do outro lado do abismo da dúvida

enquanto o lógico constrói a sua ponte com certezas

mas nunca chega ao lado de lá

receoso da queda.

 

incapaz de crer

ele apenas ouve o crente,

que lhe diz, rindo:

 

– A esperança,

como a arte,

– é um salto.

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