A agressividade em Winnicott

 

 

O conceito de agressividade1 em Winnicott insere-se no contexto do desenvolvimento emocional – e não pulsional2 – humano, sendo largamente afetado pela qualidade da relação do sujeito com o ambiente3. A análise desse conceito permite enfatizar uma diferença fundamental entre Freud e Winnicott, a saber, o fator da dependência4.

 

Antes de abordarmos o conceito propriamente dito, será necessário fazer uma ‘volta’ pelas noções de relação, ambiente e dependência, pois elas “enquadram” o conceito de agressividade em Winnicott e explicam grande parte da diferença entre ele e Freud.

 

***

 

Comecemos por Freud: acho difícil criticar Freud, porque ele abarca tantos pontos de vista em sua obra que… nele pode-se fundamentar quase tudo. Aliás, isso é parte de sua riqueza como pensador. Entretanto, no presente artigo, o que me interessa é a possibilidade de utilizá-lo como contraponto à Winnicott, buscando assim salientar os pontos extremos de um continuum que os uniria. Minha leitura de Freud será, portanto, orientada para esse contraste – será uma leitura dentre várias.

 

***

 

Winnicott – a relação

Para Winnicott é fundamental a relação que o sujeito estabelece com seu ambiente imediato, em especial a mãe. Em Freud também há uma valorização da relação, mas ela parece se dar mais em termos da pulsão – a relação seria um efeito da pulsão. Em Winnicott, diríamos que é a pulsão (ou sua montagem / integração) que é um efeito da relação.

 

Assim, para o autor inglês, no início do desenvolvimento não existiria algo como um sujeito, um bebê. A rigor, não existe nem relação, tal o intrincamento entre bebê e ambiente. O que há é um conjunto, indissociável, sendo o ambiente encarado como parte do sujeito, Ego auxiliar, sem o qual a vida não seria possível:

 

Isso que chamam de bebê não existe… Antes das relações de objeto as coisas são assim: a unidade não é o indivíduo, a unidade é o contexto ambiente-indivíduo. O centro de gravidade do ser não surge no indivíduo. Ele se encontra na situação global. Através do cuidado suficientemente bom, através das técnicas, da sustentação e do manejo geral, a casca passa a ser gradualmente conquistada, e o cerne (que até então nos dava a impressão de ser um bebê humano) pode começar a tornar-se um indivíduo (Winnicott, 1952b, p.166).

 

Chamo a atenção para o seguinte: a unidade bebê-ambiente é anterior à própria instalação das relações de objeto; o que existe entre o bebê e o ambiente, no começo, não é ainda relação, mas dependência absoluta, co-pertencimento, segundo o qual não há bebê sem mãe (ambiente), e não há mãe sem bebê. Um constitui o outro, e ambos só podem ser pensados em conjunto.

 

***

 

“Dependência” e “ambiente” são conceitos interligados em Winnicott; um remete ao outro, assim como a mãe e o bebê nessa situação inicial do desenvolvimento. O ambiente só tem importância porque a criança é absolutamente dependente, assim como o fato da dependência implica na valorização do ambiente, já que é dele que se depende.

 

Assim, é lógico que a ausência de um dos conceitos implicará na ausência (ou subvalorização) do outro. E é mais ou menos isso que Winnicott parece perceber – e criticar – no conceito de “pulsão de morte” freudiano. Cito:

 

O conceito de instinto de morte poderia ser descrito como uma reafirmação do princípio do pecado original. […] Tanto Freud, quanto Klein evitaram assim procedendo, a implicação plena da dependência e, portanto, do fator ambiental. Se a dependência realmente significa dependência, então a história de um bebê individualmente não pode ser descrita apenas em termos do bebê. Tem que ser escrita também em termos da provisão ambiental que atende a dependência ou que nisso fracassa (Winnicott, 1975c, pg 102, citado por Mizrahi, 2010, pg 78, grifo nosso)

 

Ou seja, para Winnicott, o conceito de pulsão de morte mascara a importância da dependência – com isso, mascara também a importância da provisão ambiental. Num artigo anterior tentei mostrar que Freud se aproximou da questão do ambiente com a introdução do conceito de “Narcisismo” (LINK). No entanto o narcisismo obrigava Freud a repensar alguns pontos de sua teoria pulsional, já que, a partir dele, a agressividade estava ligada tanto às pulsões sexuais quanto às pulsões do “eu” – e esses dois grupos eram opostos na teoria pulsional vigente. A agressividade não podia estar em dois lugares ao mesmo tempo!

 

A solução veio em 1920, quando Freud introduziu o conceito de “pulsão de morte”, que emancipava a agressividade transformando-a em uma pulsão independente. Com esse (polêmico) remanejamento conceitual Freud deu um lugar próprio para a pulsão agressiva, ao mesmo tempo em que se poupava de avançar na seara da valorização ambiental, já que a agressividade deixou de estar ligada ao “Eu” – vizinho conceitual, como se verá, da noção de ambiente.

 

A dependência – o mental

Mas, afinal, qual é a importância da dependência? A importância da dependência prende-se ao fato de que o bebê é incapaz de sobreviver sozinho. A natureza parece ter projetado a cria humana para nascer incompleta, indefesa, a tal ponto que, sem um “complemento” ambiental, ela não sobrevive.

 

Assim, o ambiente atua como essa “parte”, esse ‘complemento’, da criança. Podemos simplificar as coisas imaginando que a mãe atua como se fosse a “mente” do bebê. Tudo o que o bebê experimenta – por exemplo, a sensação incômoda de fome – não pode ser apropriadamente elaborado por ele, dada sua imaturidade. A mãe, no entanto, perceberá que algo está se passando com a criança, e responderá a essa situação, dando-lhe de comer. A mãe sabe o que se passa, e, mesmo quando erra na interpretação das circunstâncias, ainda assim é capaz de inventar alguma coisa, dar sentido, imaginar uma solução. Em outras palavras, A MÃE ATUA, EXTERNAMENTE, COMO ATUARIA A MENTE DO BEBÊ, INTERNAMENTE.

 

Agora imaginemos essa situação se repetindo inúmeras vezes: para cada sensação estranha, inominada, desconhecida, o bebê experimentará uma resposta do ambiente. Resultado: ele começa a CONFIAR NO AMBIENTE, na capacidade de o ambiente encontrar uma resposta para a situação. E mais: com o tempo, também ele, bebê, começa a imaginar as respostas do ambiente, começa a vincular sua sensação de fome com uma atitude do ambiente que vem e lhe sacia. Assim, de certa forma, começa a criar-se no bebê um duplo, um símile da atitude do ambiente para com ele. Um duplo que vai dando sentido às coisas, da mesma forma que o ambiente. Um duplo que, desenvolvido, resultará naquilo que chamamos de… mente.

 

O mental e o ambiente

Salientemos: o mental é criado “à imagem” do ambiental. Tanto é assim que “o centro de gravidade do ‘SER’ não surge no indivíduo. Ele se encontra na situação global” (primeira citação, acima. Grifo meu). Logo, o sujeito constitui sua subjetividade a partir das relações estabelecidas com o ambiente, e o sentido de seus próprios impulsos será dado pela qualidade da relação ambiental. Nas palavras de DIAS,

 

Embora inerente, a agressividade só se desenvolverá, e se tornará parte do indivíduo, se lhe for dada a oportunidade de experienciá-la de acordo com a sua necessidade e emergência no processo de amadurecimento. Para Winnicott, é a atitude do ambiente com relação à agressividade do bebê que influencia de maneira determinante o modo como este irá lidar com a tendência agressiva que faz parte da sua natureza humana (Dias, 2000, grifo nosso)

 

Entendamos: a criança constituirá sua subjetividade a partir da introjeção do modelo relacional que o ambiente lhe proporcionou. É o mesmo que dizer que a percepção que a criança terá de si mesma depende do modo como o ambiente percebe a criança. Isso implica, entre outras coisas, numa valorização do tempo próprio da criança, do seu ritmo, que deve ser respeitado no ambiente para que possa ser introjetado como respeito por si mesmo, pelo sujeito. Numa palavra, para que o sujeito se permita uma certa espontaneidade, essa espontaneidade – seus impulsos – deve ter encontrado espaço na relação com o ambiente.

 

Winnicott pensa esse precário equilíbrio entre o sujeito e o ambiente com uma analogia: a metáfora da bolha de sabão. Toda bolha de sabão tem uma pressão interna, apontando para fora, que deve ser equilibrada com a pressão externa, do ar, para que a bolha se mantenha. Mais pressão exterior implicaria numa implosão da bolha; pressão de menos também romperia seu equilíbrio.

 

Assim, a atitude do ambiente com relação à agressividade do bebê é determinante no modo como este irá lidar com sua agressividade no futuro. Ela só será “sua”, só será sentida como algo próprio, na medida em que o ambiente PERMITIR que sua expressão seja autêntica, espontânea, respeitando os tempos próprios, e ao mesmo tempo oferecer ferramentas de sustentação dessa agressividade – sem retaliação ou negação. Se a relação puder ser sustentada assim, diremos que a agressividade está integrada ao sujeito (questão que mal aparece em Freud, diga-se de passagem). Note-se ainda como a integração da agressividade tem muito a ver com a constituição de um “Eu” que se afirme como sujeito dessa agressividade integrada.

 

A agressividade e a importância dos impulsos

A questão da integração agressiva remete, então, diretamente ao par sujeito-ambiente; a qualidade dessa relação determina diferentes tipos de integração – ou até de desintegração – do impulso.

 

Para Winnicott, todo impulso tem uma função vital, e sua livre expressão faz parte de uma vida bem vivida – não necessariamente uma vida feliz, mas uma vida percebida como própria e tendo sentido – uma vida autêntica, numa palavra. A agressividade bem integrada participará de tudo que envolva atividade, vitalidade5, assim como da vida criativa do sujeito – pois criar implica em destruir, e destruir implica agressividade. Se, entretanto, houver problemas de integração, a agressividade permanecerá dissociada, e não poderá ser vivida em seu potencial gerador, afirmativo, para o sujeito. Ele padecerá de uma agressividade vivida como ‘externa’, como estrangeira, como ‘não-Eu”, e buscará na sociedade um ambiente acolhedor que substitua, compense – ou pague! – por aquele ambiente que ele não pôde encontrar na infância:

 

Para Winnicott, a agressividade é o motor propulsor do desenvolvimento humano. À medida que o bebê cresce, a agressividade modifica o seu sentido e as suas características de acordo com o ambiente que o bebê se depara. Impossível pensar a temática da agressividade fora do contexto no qual ela se encontra inserida. O corolário disso é que os transtornos da agressividade resultam da incidência de falhas ambientais nos momentos iniciais do desenvolvimento. Diferentemente da tradição freudiana, Winnicott considera que tanto a agressividade quanto a destrutividade tem valor positivo e constituem uma conquista importante do desenvolvimento, para o indivíduo e para a sociedade (Lima, 2007, pgs 24/25, grifo nosso)

 

Esse ponto talvez saliente bem a diferença de perspectiva entre Freud e Winnicott: enquanto o primeiro via na agressividade uma espécie de problema insolúvel, causa de um eterno “mal estar” na vida social – já que a agressividade seria um empecilho ao processo civilizatório6 -, em Winnicott é salientado o papel positivo da agressividade COMO PARTE do processo civilizatório, isto é, desde que bem integrada à vida emocional do sujeito. Tanto é assim que em uma passagem muito citada, Winnicott diz que “se a sociedade está em perigo, a razão não se encontra na agressividade do homem, mas na repressão da agressividade pessoal nos indivíduos” (Winnicott, 1958b, p. 355, grifo nosso).

 

Dito de outra forma, o problema não seria a agressividade como herança da espécie – do homem como um todo -, ou seja, a agressividade “em si”, mas sim a qualidade da integração que ela recebe no indivíduo. Falhas no suporte ambiental podem sim pôr a sociedade em perigo, basta pensar nas guerras, mas isso não decorre da existência pura e simples da agressividade, e sim da forma como esta é integrada aos indivíduos.

 

Limites da agressividade – a Lei

Como pensar, então, os limites da agressividade? Porque podemos todos estar de acordo quanto ao seu potencial benéfico, afirmativo, criativo; mas é inegável que existe a necessidade de limites, quando menos não seja pela má integração do impulso. Em Winnicott, a casuística da limitação do impulso dependerá, ela também, da relação do sujeito com o ambiente. Conforme Dias,

 

Winnicott refaz toda a teoria da constituição da moralidade no indivíduo, mostrando que, na raiz da fé, da capacidade de acreditar em…, mas também da capacidade de pôr–se no lugar do outro e do compadecimento (…), está a experiência da bondade tal como foi vivida na etapa inicial da vida. Em Winnicott, não é pela introjeção da lei, como em Freud, que o homem se torna moral, mas pela experiência de ter sido cuidado, num momento em que a necessidade só podia ser compreendida via identificação da mãe com seu bebê (Dias., 2010, grifo nosso).

 

Eis portanto outro ponto saliente das diferenças de perspectiva das óticas freudiana e winnicottiana: em Freud, como sabemos, os impulsos serão limitados pela introjeção da “lei” paterna, isto é, pela instauração do Complexo de Édipo; em Winnicott, o fator decisivo é a experiência de ter sido cuidado, de ter se identificado com sua mãe, quando criança.

 

A ideia não é estranha ao arcabouço conceitual freudiano, mas “soa” diferente em função da valorização ambiental que Winnicott preconiza. Dito de forma simples, a condição para que eu limite minha agressividade seria ter me identificado com minha mãe, na infância, quando ela se entregava inteira aos cuidados que me dedicava. Essa identificação dela comigo e vice-versa permitiria QUE EU ME IDENTIFIQUE COM O OUTRO, no momento da limitação agressiva.

 

É importante notar que tanto a expressão da agressividade (desde que integrada) quanto sua limitação seriam movimentos sentidos como próprios, autênticos, do sujeito, em função da identificação deste com o seu ambiente. Não seriam movimentos impostos pela “lei”, movimentos sentidos como externos ao sujeito. Pelo contrário, abririam a possibilidade de uma identificação do sujeito com aquilo que sua sociedade determina, isto é, com o “ambiente” social, assim como existiu uma identificação com o ambiente inicial.

 

Conclusão

É difícil abarcar o tema da agressividade em Winnicott, pois este conceito, para além de sua complexidade intrínseca, ainda estabelece conexões com os dois extremos da teorização psicanalítica, qual sejam o mundo ‘interior’ dos impulso e o mundo ‘exterior’ das relações.

Haveria , então, muito mais a dizer; mas a tarefa se complica, porque a especificidade winnicottiana do conceito se liga ao todo de sua perspectiva, e teríamos que abarcá-la toda, para, só então, exaurir o conceito.

Tarefa que deixamos para outro momento. A intenção, bem mais modesta, deste artigo era, apenas, salientar alguns pontos maiores da diferença entre Freud e Winnicott quanto ao conceito de agressividade.

E essa diferença pode resumir-se na diferença de perspectivas mesmo: em Freud, o pulsional é primeiro; em Winnicott, tudo começa no ambiental . Na medida em que estejam corretas estas afirmações, elas reorganizam o edifício teórico do autor, e automaticamente excluem a afirmação oposta.

Assim, é claro que a agressividade é um impulso; mas sua questão prende-se à relação com o ambiente, à integração com o sujeito, à identificação como condição para seu limite? Então estamos na seara de Winnicott. Se ela for uma pulsão dada como integrada, e sua questão ligar-se mais ao indivíduo, sozinho, elementar, em detrimento das relações e do ambiente, estamos em teorização freudiana.

Note-se mais uma vez que é toda uma visada de psicanálise que se aborda quando se compara esse conceito nos dois autores. Talvez isso expresse e, em parte, explique a posição ambígua que Winnicott ocupa no cenário psicanalítico mundial: suas inovações são consideradas, ao mesmo tempo, como já estando todas em Freud, e … como não sendo psicanálise (!).

 

BIBLIOGRAFIA

Araújo, C. A. S. (2005). O ambiente em Winnicott. In Winnicott e-Prints eletronic version – ISN 1679-432X Vol. 4, n. 1, 2005, disponível em http://www.winnicottnaturezahumana.com.br/IMG/pdf/o_ambiente_em_winnicott.pdf. Consulta em 06.05.2016

Dias, E. (2000). Winnicott: agressividade e teoria do amadurecimento. Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-24302000000100001#3

Dias, E. (2003). A teoria do amadurecimento de D. W. Winnicott. Rio de Janeiro, Imago.

Dias, E. (2010). O cuidado como cura e como ética. Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-432X2010000200002&lng=pt&nrm=iso).

Freud, S. (1905). Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. Trad. Sob a direção de Jayme Salomão. Rio de Janeiro, Imago, 1996. (Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, v.07).

Freud, S. (1914). Sobre o narcisismo: uma introdução. Trad. Sob a direção de Jayme Salomão. Rio de Janeiro, Imago, 1996. (Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, v.14).

Freud, S. (1924). A dissolução do complexo de édipo. Trad. Sob a direção de Jayme Salomão. Rio de Janeiro, Imago, 1996. (Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, v.19).

Freud, S. (1930). O Mal-estar na civilização. Trad. Sob a direção de Jayme Salomão. Rio de Janeiro, Imago, 1996. (Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, v.21).

Laplanche e Pontalis. (1976). Vocabulário de Psicanálise, Ed. Moraes, Lisboa.

Lima, B. S. (2007). Tese de doutorado com o título “Do Amor Em Tempos De Cólera: Agressividade, Subjetividade E Cultura”. Disponível em http://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/Busca_etds.php?strSecao=resultado&nrSeq=9985@1

Mizrahi, B. G. (2010). A vida criativa em Winnicott: um contraponto ao biopoder e ao desamparo no contexto contemporâneo. Rio de Janeiro, Garamond.

Winnicott, D. (1950-55). A Agressividade em Relação ao Desenvolvimento Emocional. In: Winnicott, (1958) Da Pediatria à Psicanálise: obras escolhidas. Rio de Janeiro: Imago, 2000, pp.288-304.

Winnicott, D. (1952b). Ansiedade Associada à Insegurança. In: Winnicott, (1958) Da Pediatria à Psicanálise: obras escolhidas . Rio de Janeiro: Imago, 2000.

 

1Haveria muito mais a falar sobre o conceito de agressividade winnicottiano. Remetemos o leitor interessado à Lima, 2007, e aos artigos de Dias mencionados na bibliografia.

2Lima, 2007

3Entendemos por “ambiente” o conjunto de cuidado ou facilitação que os pais, em especial a mãe, dedicam à criança nos primeiros anos de vida. O ambiente desempenha uma função de ego auxiliar em relação ao bebê, sendo aquilo que suporta e responde à sua dependência absoluta nos primeiros meses de vida. Para mais, ver Araújo, C. A. S, 2005 e também Dias, 2003.

4Freud fala mais em “falta”. Seria interessante contrapor os dois conceitos, até porque a primeira vista a falta suporia um sujeito já constituído, e a dependência não.

5Lima, 2007, pg 84, e também Winnicott, 1950-55, p.289

6FREUD, 1930, pg , 137

2 Respostas para “A agressividade em Winnicott

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